Poesia Viva

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Noite de espera...


Noite de espera,
delirante
de tão calma,
que na Alma
já os signos
se inscrevem,
do que há de passar.

Noite de espera,
noite cuja calma encerra
esse dom raro e pleno,
de o tempo abrandar...

Noite de espera...
E no silêncio que reina,
surge o Anjo que desenha
em nossas vidas o belo
e lhe dá a forma e a cor.

E da noite, antes incerta,
surge então
a porta aberta
para um outro "poder SER",
uma porta, uma passagem,
que, mesmo sem outra margem,
nos permite atravessar
sem medo de nos perder.

Isabel

Lisboa, 01H52 do dia 02 de Janeiro de 2006.

(texto e foto)

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